Grupo de Apoio ao Prematuro

 

A PREMATURIDADE

A prematuridade é um problema mundial e crescente de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são 15 milhões de bebês nascidos prematuros por ano e, entre os países responsáveis por 60% dos casos, o Brasil ocupa o 10º lugar. De acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade no Brasil é a principal causa de morte no primeiro mês de vida e a segunda para as crianças de até 5 anos de idade.

A relevância da prematuridade pode ser avaliada em três grandes projetos mundiais que têm por base o fato das mortes no período neonatal representarem 40% dos óbitos de crianças abaixo de cinco anos de idade e que os óbitos decorrentes das complicações da prematuridade são as principais causas:

A ocorrência de partos prematuros aumentou em todas as classes sociais, mas em populações economicamente carentes o risco é ainda maior. São vários os fatores maternos associados ao aumento da taxa de prematuridade: baixo nível socioeconômico, assistência pré-natal ausente ou inadequada, nutrição deficiente, trabalho extenuante, fumo, algumas doenças como diabetes, hipertensão, anemia e infecções, entre outras causas.

Por outro lado, os avanços tecnológicos têm propiciado a maior sobrevida de prematuros, inclusive de crianças com idades gestacionais muito baixas (24 semanas ou 5,5 meses). Nas últimas duas décadas, o progresso nas intervenções perinatais como esteróides antenatais, técnicas ventilatórias, surfactante e melhora da nutrição, resultou num aumento dramático da sobrevida de recém-nascidos de muito baixo peso (menor que 1500 g). Em países desenvolvidos, a sobrevida de prematuros com peso ao nascer inferior a 1500 g encontra-se acima de 90%.

No entanto, as estatísticas no Brasil são bastante preocupantes. Em 2011 tivemos 2.913.160 nascidos vivos, destes 283.947 (9.7%) foram prematuros e 38.590 (1,3%) tiveram muito baixo peso ao nascer. Quando analisamos os óbitos no período neonatal (primeiros 28 dias de vida), a prematuridade foi responsável por 14.759 (53,6%) deles e o muito baixo peso ao nascer esteve presente em 13.220 (48,0 %). Com relação ao óbito infantil (primeiro ano de vida), a prematuridade foi responsável por 17.982 (45,3%) e o muito baixo peso ao nascer foi associado com 15.092 (38,0%) óbitos. Vale ressaltar que, embora não tenhamos estatísticas no Brasil sobre a evolução dos prematuros em longo prazo, o risco de sequelas é diretamente relacionado à mortalidade – quanto maior a frequência de óbitos, maior é o risco de repercussões tardias da prematuridade.

Apesar dos grandes avanços no cuidado ao prematuro, recém-nascidos de muito baixo peso continuam apresentando risco aumentado de algumas sequelas incluindo paralisia cerebral, retardo mental, problemas escolares, deficiência de crescimento e distúrbios visuais, auditivos, respiratórios, odontológicos, entre outros.

No entanto, com o aprimoramento dos tratamentos, as perspectivas de melhora do crescimento e desenvolvimento são cada vez maiores. Também é cada vez mais evidente a importância da interação entre os fatores familiares e ambientais com os fatores biológicos da prematuridade no prognóstico dessas crianças. A estrutura familiar e seu nível socioeconômico e educacional são fatores que influenciam profundamente o desenvolvimento do prematuro.

Dessa forma, o atendimento por profissionais especializados, o uso de tecnologia avançada no tratamento hospitalar e o apoio social às famílias, melhoram a sobrevida dos prematuros e permitem o reconhecimento rápido de qualquer alteração, propiciando tratamento precoce e a obtenção de melhores resultados, evitando ou minimizando complicações que podem acompanhar a criança ao longo de toda vida.

 

 

O VIVER E SORRIR

Diante do cenário da prematuridade no país, o aprimoramento das unidades neonatais e a formação de médicos e de outros profissionais que atuem na área neonatal e no acompanhamento especializado do prematuro após a alta hospitalar são fundamentais para a melhoria da qualidade da saúde no Brasil, ressaltando-se que existe uma carência enorme desses profissionais especializados no país todo. Além disso, o apoio social às famílias é essencial para proporcionar melhores condições de saúde e qualidade de vida para as crianças e adolescentes nascidos prematuros.

Nesse sentido, a Disciplina de Pediatria Neonatal desempenha atividades nas áreas de graduação, residência médica, pós-graduação e extensão, contribuindo de forma expressiva para a formação de médicos pediatras e neonatologistas, bem como de médicos de outras especialidades e de outros profissionais nas áreas de pediatria e neonatologia, entre eles enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, odontologistas, nutricionistas e assistentes sociais. Procura manter qualidade técnico-científica elevada em todas as atividades que desenvolve, buscando atingir um nível de qualidade internacional nas áreas de assistência, ensino e pesquisa. No entanto, frente às dificuldades econômicas dos serviços públicos de saúde e o alto custo da tecnologia, frequentemente existem dificuldades para aquisição de novos equipamentos e materiais, manutenção das áreas de atendimento e contratação de pessoal. Foi diante das dificuldades enfrentadas pela Pediatria Neonatal da EPM e do conhecimento das enormes limitações econômicas, sociais e culturais das famílias atendidas, que professores da disciplina tiveram a iniciativa de criar o Viver e Sorrir - Grupo de Apoio ao Prematuro. 

Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos fundada, em 2004, com o apoio de pessoas da sociedade, com o objetivo de ajudar a Disciplina de Pediatria Neonatal da Escola Paulista de Medicina/Unifesp a cumprir sua missão: colaborar para que as crianças prematuras tenham melhores condições de saúde e qualidade de vida. Para atingir esse objetivo suas ações primordiais são o apoio social às famílias, o patrocínio de melhorias nas unidades neonatais dos hospitais, nos ambulatórios e no banco de leite humano, e a promoção do voluntariado.

 

Atividades do Viver e Sorrir em 2014

Para cumprir seus objetivos, o Viver e Sorrir – Grupo de Apoio ao Prematuro, organiza suas ações em três áreas – captação de recursos (financeiros e materiais), campanhas de divulgação e promoção do voluntariado, que serão descritas a seguir.

Captação de Recursos e Divulgação

Os recursos financeiros arrecadados são destinados ao pagamento das duas funcionárias da ONG, despesas de manutenção, aquisição de equipamentos e aquisição de materiais de consumo para as unidades neonatais e dos produtos doados aos pacientes acompanhados no Ambulatório de Prematuros.

Em 2014, recebemos a quantia de R$ 288.000,00 de um patrocinador, que faz a doação especificamente para o pagamento da gerente de marketing da ONG. As demais receitas financeiras foram provenientes de:

- Jantar beneficente – R$ 131.632,00           

- Contribuições individuais – R$ 48.571,00

- TVML Foundation – R$ 21.900,00

- Clínica de Tênis – R$ 11.016,00

- Venda de artigos promocionais – R$ 3.737,00

- Evento de mesas decorativas – R$ 2.767,00

- Evento em joalheria – R$ 466,50

 

O valor total arrecadado (R$ 220.089,50) foi utilizado para o pagamento de despesas operacionais, atualização do site (R$ 2.100,00), produção de material de divulgação (R$ 9.003,00) e, sobretudo, para a aquisição dos produtos doados para os pacientes e para as unidades neonatais.

Em 2014 recebemos de um grupo de empresários a quantia de R$ 100.000,00, valor que está reservado para a aquisição de um equipamento de monitoração cerebral em 2015 e será doado para o Hospital Estadual de Diadema. Além disso, tivemos nosso primeiro projeto aprovado no FUMCAD denominado “Implantação de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de Alta Complexidade no Hospital São Paulo – Hospital Universitário da UNIFESP” no valor de R$ 600.000,00 e iniciamos a captação de recursos que terá continuidade em 2015.

Também foram realizados eventos com arrecadação dos produtos que são doados:

- Festa Junina na Escola Morumbi Alphaville – 129 latas de leite e 113 pacotes de fraldas

- Festa Junina na Escola Pueri Domus de Aldeia da Serra – 55 latas de leite e 73 pacotes de fraldas

 - Cerimônia de batizado da Catarina e da Helena – 100 latas de leite

Esses eventos, além do Jantar no Rosa Rosarum, da Terceira Clínica de Tênis Natal Solidário do Jockey Clube de São Paulo, do evento de mesas de Natal da Divino Espaço e do evento na joalheria Van Cleef & Arpels, tiveram um papel fundamental de divulgação da ONG. Nesse sentido, o Viver e Sorrir desenvolveu algumas outras ações:

- Evento de Conscientização sobre a Prematuridade, realizado no Top Center em 14/03/2014, que contou com a participação de profissionais do Ambulatório de Prematuros e dos profissionais e voluntários do Viver e Sorrir. No evento foram distribuídos folhetos explicativos e pulseiras para a população.

- X Curso de Atualização do Departamento de Pediatria, realizado no período de 6 a 8 de novembro de 2014, no FECOMERCIO. No evento foi realizada venda de artigos promocionais e divulgação da ONG entre os 650 pediatras participantes e outros profissionais.

- Comemoração do 8 º aniversário da Check List Marketing e Eventos, ocorrida em 10/12 /2014, que reuniu cerca de 50 clientes da empresa, entre eles a SAP Sistemas, LG, Haganá Segurança Patrimonial. No evento foi distribuído material de divulgação da ONG.

- Campanha de arrecadação de brinquedos nos 22 postos de gasolina da Rede Campeão, realizada no período de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015. Nesse período, os postos expuseram uma faixa da campanha, os profissionais usaram um avental do evento e distribuíram folhetos de divulgação e tinham disponível uma caixa identificada para as doações.

- Trabalho contínuo de visitação de consultórios médicos para distribuição da publicação que mostra a história da ONG e de folders para obtenção de novos sócios contribuintes.

 

Doações

Grande parte dos recursos arrecadados foi utilizada na aquisição de produtos para as crianças e adolescentes acompanhados no Ambulatório de Prematuros, e estão apresentados a seguir:

- Fórmulas lácteas

 R$ 114.026,00

- Equipamentos de fisioterapia

 R$   10.224,00

- Materiais para tratamento domiciliar

 R$     6.393,50

 

- Cadeiras de Rodas

 R$     5.005,00

- Óculos

 R$     2.656,80

 

- Cestas Básicas

 R$     2.495,40

- Vales Transporte

 R$     1.174,20

- Documentações Odontológicas

 R$        963,00

 

- Fraldas

 R$        800,50

 

- Total

 R$ 143.738,40

 

 

Também foram doados medicamentos (R$ 12.580,50) para os pacientes acompanhados no Ambulatório de Prematuros e para aqueles internados na UTI Neonatal do Hospital São Paulo (medicamentos importados que não podem ser adquiridos pelo hospital). Fornecemos ainda materiais de curativos especializados para a UTI Neonatal do Hospital São Paulo (R$ 6.020,40).

Em 2014 adquirimos 2 balanças e 1 otoscópio para o Ambulatório de Prematuros (R$ 3.327,40) e 2 ventiladores mecânicos modelo Baby Puff para o Hospital Municipal Vereador José Storopolli (R$ 2.706,00).

Adquirimos bolsas (R$ 2.361,75) que foram doadas para as mães cujos filhos participaram de um projeto de pesquisa que avalia o desenvolvimento dos prematuros aos 2 anos de idade. Essa ação é aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa e representa um bom estímulo para a participação no projeto, que contribui para o conhecimento da evolução dos prematuros em nosso meio.

Patrocinamos parte dos lanches que são fornecidos para os pacientes e seus familiares na recepção do Ambulatório de Prematuros (R$ 1.092,70), complementando o que é fornecido pelo voluntariado e por um doador anônimo.

Realizamos a festa do Dia do Prematuro, comemorado no dia 14 de março, que contou com a participação de 191 crianças, 170 pais e 92 profissionais da EPM/Unifesp e voluntários do Viver e Sorrir.  A organização e patrocínio da festa (R$ 32.762,20) foram feitos por uma de nossas voluntárias.

 

Voluntariado           

O voluntariado do Viver e Sorrir participa ativamente da divulgação da ONG e da captação de recursos. Além disso, 9 deles atuam no Ambulatório de Prematuros de várias formas – organizando um bazar para as mães com os produtos recebidos, acolhendo as famílias, preparando e oferecendo lanches, estimulando a leitura e a elaboração de pinturas e desenhos entre as crianças, e uma voluntária participa da reunião de pais e profissionais na UTI Neonatal do Hospital São Paulo. Algumas de nossas voluntárias têm contato com dois grupos de mulheres que elaboram enxovais que são doados na alta hospitalar das crianças.

Contamos com a colaboração de 6 voluntárias que promoveram eventos para divulgação e arrecadação de recursos e de 13 voluntários que participaram do Jantar do Rosa Rosarum e dos outros eventos.

 

 

A Pediatria Neonatal da Escola Paulista de Medicina/Unifesp

A Disciplina de Pediatria Neonatal da EPM/Unifesp possui duas missões primordiais. A primeira, difundir o conhecimento dentro da Universidade e para todo o país, buscando a formação de profissionais capacitados a trabalhar na área neonatal e oferecendo a alunos de graduação de medicina, residentes de pediatria, residentes de neonatologia, pós-graduandos e aos profissionais da área de saúde em geral, conhecimentos atualizados sobre a neonatologia. A segunda, oferecer terapia de excelência aos recém-nascidos, em especial, aos prematuros, visando diminuir a mortalidade neonatal e melhorar o prognóstico em longo-prazo destes pacientes.

Na graduação a disciplina é responsável por um estágio para os 115 alunos do sexto ano médico, que foi considerado um dos 4 melhores entre todos os estágios do curso médico, numa avaliação realizada no ano de 2011. Na residência médica participa da formação dos 48 residentes de primeiro e segundo ano do Departamento de Pediatria e tem um dos maiores programas de residência médica em neonatologia do Brasil, formando a cada ano 12 médicos neonatologistas procedentes de diversas regiões do país. De 1990 a 2015, formou 243 neonatologistas que atuam em vários estados do Brasil e até mesmo em outros países.

A Disciplina de Pediatria Neonatal também participa do Programa de Residência Multiprofissional na área de pediatria, contribuindo para a formação de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais.

Na pós-graduação, contribui para o aperfeiçoamento da pesquisa e ensino em âmbito nacional, e nos 27 anos de participação no programa produziu 86 teses de mestrado e 32 de doutorado, que geraram inúmeras publicações em revistas nacionais e internacionais de grande repercussão na pediatria brasileira. Atualmente, com dados dos alunos já formalmente matriculados, a Disciplina conta com seis projetos de mestrado e 12 de doutorado em andamento.

Entre as atividades de extensão, em 1991, trouxe para o Brasil o Programa de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria. Em 1994, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) criou um grupo de trabalho para adaptar e divulgar o programa em todo território brasileiro. Atualmente o Programa de Reanimação Neonatal da SBP conta com mais de 60.000 profissionais de saúde capacitados em reanimação neonatal em todo o país. Além disso, é membro fundador da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, iniciada em 1999 com o objetivo de: desenvolver uma base de dados das principais unidades neonatais públicas universitárias brasileiras; estudar as práticas, resultados e custos dos diferentes serviços; implementar protocolos colaborativos e produzir normas e rotinas operacionais e clínicas. A produção científica da RBPN inclui trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais e também publicados em revistas nacionais e internacionais.

Para desempenhar suas funções, a Disciplina de Pediatria Neonatal atua no Hospital São Paulo, Hospital Municipal Vereador José Storopolli, Hospital Estadual de Diadema, Hospital Geral de Pirajussara, Banco de Leite Humano, Ambulatório de Icterícia, Ambulatório de Perinatologia e Ambulatório de Prematuros. Todas essas unidades assistenciais são vinculadas ao Sistema Único de Saúde.

 

Relatório de Atividades da Pediatria Neonatal da EPM em 2014

Serão descritas a seguir as atividades nos setores que receberam alguma forma de apoio do Viver e Sorrir em 2014. 

 

Hospital São Paulo

 

Além da importância no aspecto assistencial, o Hospital São Paulo é também o Hospital Universitário da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, um dos mais importantes e prestigiados polos formadores de profissionais de saúde no país.

Nesse sentido, o Hospital possui um papel de destaque para que a Disciplina de Pediatria Neonatal possa desempenhar suas atividades de assistência, ensino e pesquisa de excelência.

A Unidade Neonatal do Hospital São Paulo atende exclusivamente bebes nascidos no próprio hospital. A Maternidade, coordenada pelo Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina-UNIFESP, está inserida como centro de referência terciária de alta complexidade no programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana do munícipio de São Paulo e atende mães com gestação de alto risco, seja por doenças maternas (doenças hipertensivas da gravidez, diabetes, doenças autoimunes, doenças infecciosas, isoimunização Rh, doença renal crônica, entre outras), seja por doenças fetais, em particular, os fetos portadores de malformações congênitas (cardiopatias congênitas, defeitos de fechamento do tubo neural e de parede abdominal entre outras) ou partos prematuros. Também são atendidas no Hospital São Paulo as mães e seus recém-nascidos de alto risco oriundos de outros municípios de São Paulo e até mesmo de outros Estados.

No Hospital São Paulo, a disciplina conta com a Unidade Neonatal, cuja obra de ampliação e modernização da infraestrutura física foi inaugurada em outubro de 2012, aumentando a capacidade de atendimento de 25 para 31 leitos. São atualmente 16 leitos para cuidados intensivos, 9 leitos para cuidados intermediários convencionais, 5 leitos para cuidados intermediários – canguru e 1 leito para isolamento. Na mesma ocasião foi criado o Posto de Coleta de Leite Humano e as duas unidades receberam o nome de seus patrocinadores - Chella e Moise Safra.

 Também conta com 12 vagas no Alojamento Conjunto, espaço destinado ao binômio mãe-bebe, e salas no centro obstétrico para reanimação e estabilização dos recém-nascidos.

Em 2014 nasceram no Hospital São Paulo 904 recém-nascidos, sendo 63 (6,9%) com peso ao nascer inferior a 1500g e 190 (21%) com anomalias congênitas. Vale lembrar que estas crianças apresentam, em geral, um padrão complexo de doenças e/ou malformações, requerendo intervenções de múltiplas especialidades médicas (cardiologistas, cirurgiões cardíacos, neurologistas, neurocirurgiões, cirurgiões pediátricos e geneticistas, entre outros) e muitas vezes permanecem internadas por um período prolongado.

A unidade neonatal recebe os residentes de primeiro (n=24) e de segundo ano (n=24) do departamento de pediatria, residentes de primeiro (n=12) e segundo ano (n=12) do programa de neonatologia e residentes de primeiro ano (n=12) do programa de terapia intensiva pediátrica. O objetivo dos programas é formar o pediatra em neonatologia, com ênfase nos cuidados ao nascimento e internação em alojamento conjunto, em unidade de cuidados intermediários e de cuidados intensivos, assim como nos cuidados relativos ao desenvolvimento dos recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso. Os programas são realizados em período integral em sistema de rodízio.

Além do programa recomendado para a formação do neonatologista pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a formação na Escola Paulista de Medicina conta com particularidades que distinguem a formação de outros programas nacionais, ressaltando-se: a formação em ecocardiografia funcional, que capacita os neonatologistas a fazer o ultrassom do coração e vasos sanguíneos, permitindo o melhor estudo da fisiologia circulatória e contribuindo para a condução terapêutica e para o prognóstico neonatal; a capacitação em uso e interpretação de eletroencefalograma de amplitude integrada, iniciada em 2014, que ensina o uso de uma ferramenta prática, que permite a avaliação e interpretação da atividade elétrica cerebral do recém-nascido; o aprofundamento da discussão de cuidados paliativos e ética relacionada a questões de recém-nascidos criticamente doentes (iniciada em 2014), além de um espaço para discussão de sua atuação e angústias enquanto neonatologista (grupo de psicologia iniciado há mais de 10 anos). Dessa forma, o neonatologista graduado pelo programa tem uma visão aprofundada do manejo do paciente criticamente doente e, simultaneamente, uma visão crítica dos limites de sua atuação.

 

 

Hospital Municipal Vereador Jose Storopolli

 

Em julho de 1994 foi celebrado o convênio entre a Unifesp, a SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e a Prefeitura do Município de São Paulo, esta última outorgando à primeira gestão plena do Hospital Municipal Vereador José Storopolli (HMVJS), com administração direta (OSS) a partir de Janeiro de 2010 que se mantém até a presente data.

A diretriz primordial da parceria acadêmica Escola Paulista de Medicina/Unifesp – SPDM – HMVJS é a inserção do hospital no sistema de saúde local, atendendo às prerrogativas de regionalização e hierarquização, não só direcionando-o para o tratamento, mas preocupado com a promoção à saúde, estreitando laços com a comunidade, ampliando sobremaneira o conceito de hospital com compromisso social, buscando sempre unir a atividade acadêmica ao bom atendimento ao paciente.

O atendimento à mãe e ao neonato se inicia na admissão ao centro obstétrico, que possui infraestrutura para o atendimento de seis mães em trabalho de parto simultaneamente e dispõe de duas salas de parto. Os recém-nascidos aí recepcionados pela equipe de doutorandos, médicos residentes de pediatria e neonatologistas, são encaminhados à enfermaria de obstetrícia juntamente com suas mães em alojamento conjunto. Os recém-nascidos prematuros, com peso <2000g, ou que apresentem alguma patologia são encaminhados à unidade neonatal.

A Unidade Neonatal dispõe de cinco leitos cuidados intensivos, 12 leitos de cuidados intermediários convencionais, 4 leitos de cuidados intermediários para o método canguru e 2 leitos de isolamento. Na unidade destinada ao método canguru as mães têm a opção de permanecer 24 horas cuidando de seu filho, recebendo treinamento sobre amamentação, higiene, banho e cuidados gerais com o recém-nascido. Também recebem orientações sobre as principais doenças que acometem os prematuros após a alta hospitalar, como observar seus sinais e as formas de prevenção. A Unidade dispõe de um aparelho de ecocardiograma/ultrassom que foi doado pelo Viver e Sorrir e médicos treinados em ecocardiografia funcional, o que possibilita a realização de exames no leito e, assim, o diagnóstico e tratamento precoces das complicações cardíacas, contribuindo para a melhor evolução imediata e em longo prazo dos prematuros.

Próximo à alta hospitalar os prematuros são encaminhados para a sala de convivência, localizada na enfermaria de obstetrícia, que está equipada com 2  camas, 2 cadeiras reclináveis, e equipamentos para entretenimento. Nesta sala o lactente permanece 24 horas em posição canguru com a mãe e/ou pai, preparando-os para que estejam seguros e confiantes no momento da alta hospitalar. A enfermaria de obstetrícia também possui 28 leitos para o binômio mãe-bebê.

A unidade neonatal conta com o apoio do posto de coleta de leite humano, que foi inaugurado em 2002 e contribui para o incentivo ao aleitamento materno, condição primordial para uma evolução saudável dos recém-nascidos. O posto de coleta está localizado na enfermaria de obstetrícia, junto ao alojamento conjunto, e atende à demanda de mães cujos neonatos encontram-se internados na unidade neonatal, realizando a coleta, armazenamento e distribuição do leite materno, além da orientação nos casos em que a amamentação é difícil.

Em 2014, ocorreram 1991 nascimentos vivos no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, sendo 24 com peso ao nascer inferior a 1500g (1,2%), 138 (6,9%) com peso ao nascer entre 1500g e 2500g e 6 (0,3%) com malformação congênita maior. O número de partos cesarianos foi 559 (28,1%), que está em consonância com as recomendações internacionais. Embora preste assistência a prematuros, mantendo elevada qualidade técnica, o HMVJS não é uma instituição de referência para o atendimento de recém-nascidos de alto risco de morbidade e mortalidade. Por outro lado, vale ressaltar que a população atendida pela obstetrícia e, consequentemente pela equipe de neonatologia, é extremamente carente do ponto de vista cultural, social e econômico, sendo uma parcela expressiva de moradores das favelas e cortiços da região.

Desde 1994 os 115 alunos do sexto ano de medicina da EPM realizam o estágio teórico-prático de neonatologia nas dependências do hospital, em sistema de rodízio com período aproximado de um mês por grupo de alunos. Os alunos de graduação da Escola Paulista de Enfermagem também realizam estágio teórico-prático na unidade neonatal que, anualmente, recebe 40 alunos do terceiro ano e 4 alunos do quarto ano, em sistema de rodízio. A partir de 2014, teve início o curso de residência médica na área de pediatria da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, buscando a complementação dos ensinamentos transmitidos em suas escolas de origem, tanto no campo teórico como no prático. Em 2014, quatro médicos residentes de primeiro ano realizaram estágio na unidade neonatal e complementarão sua formação em 2015, também nesse ano haverá uma ampliação do número de residentes para 8 por ano.

Entre as atividades de ensino do hospital, a equipe multidisciplinar realizou, em 2014, o Curso de Reanimação Neonatal, treinando 43 técnicas de enfermagem e 11 neonatologistas e o Curso Básico de Amamentação, frequentado por enfermeiras, nutricionistas e neonatologistas. A equipe (neonatologista, assistente social, fonoaudióloga, fisioterapeuta e enfermeira clínica) participou do Curso de Formação de Tutores do Método Canguru e com os conhecimentos adquiridos está elaborando a rotina do método e capacitará toda a equipe em 2015.

Hospital Estadual de Diadema

            Desde sua inauguração, a Unidade Neonatal do Hospital Estadual de Diadema, está afiliada à Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina. Trata-se de um hospital geral, que dispõe de 268 leitos, com ênfase para o atendimento cirúrgico e ambulatorial de especialidades. A Instituição tem como missão, prestar assistência hospitalar de media e alta complexidade, dentro dos princípios da hierarquização e regionalização do SUS.

A população atendida compreende as gestantes de alto e baixo risco que são encaminhadas ao serviço via Central de Vagas (referência regional) ou por atendimento de emergência dos municípios do grande ABC como Diadema (população – 394.131), Mauá (população – 435.171), Ribeirão Pires (população – 116.677), Rio Grande da Serra (população – 46.326), Santo André (população – 683.709), São Bernardo do Campo (população – 786.078), São Caetano do Sul (população – 150.319), entre outros. A renda per capita em algumas dessas cidades fica abaixo da média observada no Estado de São Paulo (R$853,00), sendo de R$564,99 em Diadema, R$583,91em Mauá, R$726,35 em Ribeirão Pires e R$487,07 em Rio Grande da Serra.

As taxas de mortalidade (por mil nascidos vivos) no primeiro ano e nos primeiros 5 anos de vida em Mauá (15,85 e 18,23) e Diadema (13,89 e 15,74) são elevadas e superiores às do Estado de São Paulo (11 e 13,45). Considerando que grande parte dos óbitos na infância ocorre no período neonatal, a assistência de elevada qualidade técnica e a capacitação de profissionais que são desenvolvidos na Unidade Neonatal do Hospital, são de grande relevância para a redução da mortalidade na infância.

            A equipe da Obstetrícia do HED recebe as gestantes no Centro de Parto Normal que dispões de três salas de PPP (Pré-parto – Parto – Puerpério) um conceito bastante atual de atendimento em que a gestante permanece no mesmo local desde a progressão do parto até uma hora após o parto, havendo incentivo para a presença de um familiar acompanhando todo o trabalho de parto. Em caso de parto cirúrgico a gestante e seu acompanhante são encaminhados para o Centro Cirúrgico. Todos os leitos estão equipados para o atendimento do recém-nascido e a realização de reanimação neonatal.

A Unidade Neonatal atende apenas pacientes nascidos no hospital e é referência para atendimento de alto risco, estando assim constituída: 10 leitos de terapia intensiva, 9 leitos de cuidados intermediários convencionais, 6 leitos de cuidados intermediários – método canguru, 2 leitos de isolamento e 34 leitos de alojamento conjunto. A equipe médica tem especialização em neonatologia ou terapia intensiva pediátrica.

A Unidade Neonatal dispõe de equipe treinada em ecocardiografia Funcional e conta com um aparelho de ecocardiograma/ultrassom que foi doado pelo Viver e Sorrir.  Com isso é possível a realização de exames no leito, possibilitando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações cardíacas e contribuindo para a melhor evolução imediata e em longo prazo dos prematuros.

Em 2014 ocorreram 3016 nascimentos vivos no Hospital, sendo 14 (0,46%) recém-nascidos com peso inferior a 1000g, 15 (0,49%) entre 1000 e 1499g e 205 (6,8%) entre 1500 e 2499g, que são indicadores de risco de morbimortalidade neonatal. Além disso, 19 (0,63%) recém-nascidos apresentavam malformações congênitas maiores.

No ano de 2014, a Unidade Neonatal recebeu, em sistema de rodízio, os médicos residentes de primeiro ano (n=24) do Departamento de Pediatria da EPM/Unifesp para treinamento no Alojamento Conjunto e Sala de Parto. Também recebeu para treinamento em UTI Neonatal – residentes de segundo ano (n=24) do Departamento de Pediatria, residentes de segundo ano da Pediatria Neonatal (n=8) e da UTI Pediátrica (n=12). Os estágios são supervisionados por médicos da Disciplina de Pediatria Neonatal da EPM/Unifesp. Em 2014 teve início na unidade o estágio para fisioterapeutas do segundo ano (n=8) do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e Adolescente da Unifesp, que é supervisionado pelos profissionais do setor de fisioterapia do HED e pela coordenadora do programa. Também realizaram estágio na unidade neonatal, em 2014, os alunos de graduação da Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp, sendo 40 do terceiro ano e 4 do quarto ano.

A unidade neonatal faz parte da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais (RBPN) desde 2011 e tem em sua equipe 3 instrutores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Hospital Geral de Pirajussara

O Hospital Geral de Pirajussara dispõe de 282 leitos e tem como foco institucional o paciente crítico cirúrgico. Está localizado no município de Taboão da Serra e iniciou suas atividades em novembro de 1999. A Instituição tem como missão prestar assistência hospitalar de média e alta complexidade, dentro dos princípios de hierarquização e regionalização do SUS. O Hospital obteve certificados importantes que atestam sua qualidade – Acreditação da ONA (nível três) e Canadense.

A Unidade Neonatal tem como objetivo prestar assistência de excelência aos recém-nascidos, garantindo cuidados sistematizados e individualizados, incentivando a participação e acompanhamento dos familiares durante a hospitalização, facilitando a continuidade do tratamento após a alta, com foco na Segurança do Paciente, alinhado às diretrizes institucionais.

A população atendida compreende as gestantes de baixo e alto risco, da região de Taboão da Serra e o Município de Embu, tendo como característica o baixo nível socioeconômico. As gestantes realizam pré-natal nos postos de saúde dos municípios da região, e caso a gestação seja de alto risco são encaminhadas e recebem acompanhamento ambulatorial no hospital.

As gestantes são admitidas pela equipe da Obstetrícia na sala de atendimento do Centro Obstétrico, que também dispõe de 6 salas de pré-parto e 3 salas de parto. A Unidade Neonatal presta assistência somente aos pacientes nascidos no hospital e é constituída de 10 leitos de terapia intensiva 14 leitos de cuidados intermediários convencionais, 5 leitos de cuidados intermediários – método canguru e 2 leitos de isolamento. O alojamento conjunto conta com 30 leitos para o binômio mãe-bebê. A Unidade Neonatal dispõe de um aparelho de ecocardiograma/ultrassom que foi doado pelo Viver e Sorrir e tem equipe treinada em ecocardiografia funcional. 

Em 2014 ocorreram 3458 nascimentos vivos no Hospital Geral de Pirajussara, destes 420 foram internados na UTI Neonatal – 81 (19%) eram de muito baixo peso ao nascer e 37 (9%) apresentavam alguma malformação congênita maior. A principal causa de internação foi prematuridade.

A unidade neonatal recebe, durante todo ano, os médicos residentes de primeiro ano em neonatologia da Disciplina de Pediatria Neonatal da Escola Paulista de Medicina/Unifesp para estágio na sala de parto, em sistema de rodízio. O residente atua no Centro Obstétrico na assistência ao recém-nascido após o parto e conta com a supervisão dos médicos plantonistas do Hospital. O objetivo do estágio é capacitar o residente na recepção do recém-nascido normal e do recém-nascido de alto risco. Devido ao elevado número de nascimentos no hospital, o estágio proporciona uma excelente oportunidade de treinamento da reanimação em sala de parto, possibilitando ao residente uma exposição a uma variedade de casos de alto risco, em particular a recepção de recém-nascidos prematuros.

A equipe de médicos diaristas e plantonistas do HGP conta com 7 instrutores do Programa de Reanimação Neonatal. Além do aperfeiçoamento pessoal, esses médicos atuam como multiplicadores do conhecimento para os demais profissionais envolvidos na reanimação do recém-nascido. Em Abril de 2014 foi realizado o Curso de Reanimação Neonatal do Prematuro para os médicos plantonistas do serviço, que capacitou os participantes para a reanimação do recém-nascido com idade gestacional menor ou igual a 34 semanas, com ênfase no controle da temperatura e ventilação com ventilador manual.

A unidade neonatal faz parte da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais (RBPN) desde 2011. A RBPN é constituída por 20 unidades neonatais universitárias e tem como objetivo criar um banco de dados permanente para assessorar o planejamento e desenvolvimento dos serviços neonatais do País.

A participação na RBPN fornece informações para o aprimoramento da assistência na unidade. Por exemplo, após observação de elevada incidência de hipotermia na admissão de recém-nascidos de muito baixo peso na UTI neonatal (75% em 2013), elaborou-se um protocolo de prevenção com definição das atribuições médicas e de enfermagem, e criação de um checklist para verificação das medidas adotadas em cada nascimento. Após a implantação do protocolo a incidência de hipotermia diminuiu para 45%.

 

Ambulatório de Prematuros

O Ambulatório de Prematuros da EPM/Unifesp é um centro especializado no acompanhamento de prematuros que foi criado em 1981 com o objetivo de prestar assistência multiprofissional a crianças nascidas prematuras, desde a alta hospitalar até o fim da adolescência, buscando promover seu crescimento e desenvolvimento.

O Ambulatório é considerado um modelo de assistência ao prematuro no país, apresentando características especiais que o distinguem – acompanhamento multiprofissional altamente especializado até o início da vida adulta, com todos os profissionais atuando no mesmo local.

O atendimento no Ambulatório de Prematuros da Escola Paulista de Medicina/Unifesp é realizado, rotineiramente, por profissionais de diversos segmentos da área da saúde, tais como pediatra, neurologista infantil, oftalmologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, odontologista, psicólogo, assistente social, nutricionista e dermatologista. Esse acompanhamento é fundamental porque prematuros, particularmente de muito baixo peso ao nascer, apresentam maior risco de sequelas que podem ser evitadas ou minimizadas quando tratadas precocemente. Entre as mais frequentes estão as deficiências: motoras (12%), visuais (10%), auditivas (6%), de linguagem (21%), além de alterações de comportamento como déficit de atenção e hiperatividade ( 20%) e transtorno do espectro do autismo (6%). Além disso, os prematuros, em geral, apresentam com maior frequência déficits de crescimento, anemia, doenças gastrointestinais e respiratórias. Atuar de forma precoce, nesses casos, faz toda a diferença.

Para estimular o vínculo das famílias com o Ambulatório de Prematuros e a integração entre os profissionais que prestam assistência, todos os atendimentos são realizados na Casa do Prematuro. Essa proximidade propicia melhor conhecimento e cuidado dos pacientes, e maior evolução técnico-científica dos profissionais. O Ambulatório dispõe de 9 salas, sendo 3 delas para atendimento multidisciplinar (pediatria, neurologia, dermatologia), uma sala para oftalmologia e outra compartilhada pela nutricionista e assistente social, além de uma sala para cada uma das seguintes categorias profissionais – fisioterapia, odontologia, psicologia e fonoaudiologia. O local tem sido reformulado continuamente para oferecer um local adequado e agradável de trabalho e acolhimento das famílias e, nesse sentido conta com o trabalho das voluntárias do Viver e Sorrir.

As equipes do Ambulatório de Prematuros estão assim constituídas:

- Pediatria – 14 profissionais contratados pela Unifesp ou SPDM que trabalham 1 ou 2 períodos no ambulatório e o restante da carga horária em outros setores. Além do atendimento, os pediatras fazem supervisão das consultas dos médicos residentes.

- Neurologia – 1 profissional contratada pela SPDM que realiza consultas e supervisiona o atendimento dos médicos residentes.

Oftalmologia – 1 médico residente do Programa do Departamento de Oftalmologia

- Dermatologia – 2 médicas voluntárias.

- Fisiatria – 1 médica voluntária

- Fisioterapia – 1 profissional voluntária e 1 profissional contratado pela SPDM que, além do atendimento, supervisiona os fisioterapeutas do programa de residência. Na pós-graduação, 1 fisioterapeuta está desenvolvendo sua tese de mestrado, 2 de doutorado e 1 de pós-doutorado, todas com a supervisão de docentes da Disciplina.

- Fonoaudiologia – os profissionais de fonoaudiologia atuam em 3 setores.

- Audiologia – 1 docente do Departamento de Fonoaudiologia e 1 pós-graduando que prestam atendimento e supervisionam os alunos de graduação.

- Linguagem – 1 docente da Disciplina dos Distúrbios da Comunicação Humana do Departamento de Fonoaudiologia e 1 profissional do quadro técnico-administrativo da Unifesp, que prestam atendimento e supervisionam os alunos de graduação e os 4 alunos de pós-graduação.

- Motricidade oral – 3 fonoaudiólogas voluntárias

- Odontologia – 11 dentistas voluntários e 3 pós-graduandos (1 em nível de mestrado e 2 de doutorado), que atuam em diversas especialidades da odontologia.

- Psicologia – 4 psicólogas e 1 pedagoga, todas voluntárias. Uma das profissionais é pós-graduanda e está desenvolvendo sua tese de mestrado.

- Nutrição – 1 profissional contratada pela SPDM, que em 2014 participou do planejamento do Programa de Nutrição da Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente da Unifesp que terá início em 2105.

- Serviço Social – 1 profissional contratada pela SPDM

No Ambulatório são atendidos os prematuros com peso ao nascer inferior a 2000g nascidos no Hospital São Paulo e aqueles com peso inferior a 1500g nascidos no Hospital Municipal Vereador José Storopolli e Hospital Estadual de Diadema. Dessa forma, uma parcela expressiva tem problemas econômicos e sociais graves, que podem agravar os déficits de crescimento e desenvolvimento associados à prematuridade. Em 2014, 113 novas crianças foram admitidas no Ambulatório de Prematuros, sendo 83 do Hospital São Paulo, 20 do Hospital Estadual de Diadema e 10 do Hospital Municipal Vereador José Storopolli. Nesse mesmo ano, estavam em acompanhamento no ambulatório 1035 pacientes, sendo 846 crianças e 189 adolescentes. O número de atendimentos realizados pelos diversos profissionais encontra-se na tabela abaixo:

Pediatria

2053

Neurologia

426

Oftalmologia

218

Dermatologia

75

Fisioterapia

1998

Odontologia

1265

Nutrição

524

Fonoaudiologia

325

Psicologia

242

Assistência Social

67

Total

7193

 

Em 2014 o Ambulatório de Prematuros recebeu, em sistema de rodízio: 24 médicos residentes de primeiro ano do Departamento de Pediatria, 8 de primeiro ano (R3) e 12 de segundo ano (R4) da Pediatria Neonatal; 8 médicos residentes do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da EPM/Unifesp e  8 residentes de fisioterapia do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente da Unifesp. Também recebeu 22 alunos de graduação em fisioterapia de outra instituição para uma visita técnica supervisionada. Com relação ao ensino na graduação, 4 alunos realizam estágio no setor de linguagem e 8 no setor de audiologia, em sistema de rodízio.

No ano de 2014, o Ambulatório de Prematuros recebeu 2 alunos de graduação de outras instituições pelo programa de mobilidade acadêmica, sendo um de Alagoas e outro do Rio de Janeiro, e 13 médicos residentes vindos de vários Estados – Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, além de São Paulo. Nesse estágio opcional, os alunos e residentes também fazem rodízio nas unidades neonatais do Hospital São Paulo e do Hospital Estadual de Diadema.

A coordenadora do setor de odontologia, junto com outras profissionais, organizou o Curso de Atualização em Odontopediatria e Odontohebiatria e o Curso de Atualização em Odontologia para pacientes especiais, que tiveram 23 e 25 participantes, respectivamente.

 

 

Produção Científica

Nos itens abaixo estão apresentadas as pesquisas divulgadas em 2014 e que foram desenvolvidas em setores da Disciplina de Pediatria Neonatal que recebem apoio do Viver e Sorrir – Grupo de Apoio ao Prematuro.

 

Artigos Publicados em Revistas Indexadas

  1. López CP, Chiari BM, Goulart AL, Furkim AM, Guedes ZC. Assessment of swallowing in preterm newborns fed by bottle and cup. Codas.2014;26(1):81-6.
  2. Tsopanoglou SP, Davidson J, Goulart AL, de Moraes Barros MC, dos Santos AM. Functional capacity during exercise in very-low-birth-weight premature children. Pediatr Pulmonol 2014;49(1):91-8.
  3. Guerra CC, Barros MC, Goulart AL, Fernandes LV, Kopelman BI, Santos AM. Premature infants with birth weights of 1500-1999 g exhibit considerable delays in several developmental areas. Acta Paediatr 2014;103(1):e1-6.
  4. Tannous Elias LS, Dos Santos AM, Guinsburg R. Perception of pain and distress in intubated and mechanically ventilated newborn infants by parents and health professionals. BMC Pediatr 2014;14:44. doi: 10.1186/1471-2431-14-44.
  5. Moraes-Pinto MI, Ono E, Santos-Valente EC, Almeida LC, Andrade PR, Dinelli MI, Santos AM, Salomão R. Lymphocyte subsets in human immunodeficiency virus-unexposed Brazilian individuals from birth to adulthood. Mem Inst Oswaldo Cruz 2014;109(8):989-98.
  6. dos Santos MR, Goulart AL, Miyoshi MH, dos Santos AM. The relevance of a questionnaire for curricular unit assessment. Rev Bras Educ Med 2014;38(2):190-7.
  7. Castillo MU, Barros MC, Guinsburg R. Habituation responses to external stimuli: is the habituation of preterm infants at a postconceptual age of 40 weeks equal to that of term infants? Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2014 Jun 6. doi: 10.1136/archdischild-2013-305626. [Epub ahead of print]
  8. Angrisani RG, Diniz EM, Guinsburg R, Ferraro AA, Azevedo MF, Matas CG. Auditory pathway maturational study in small for gestational age preterm infants. Codas. 2014; 26(4):286-93. (doi: 10.1590/2317-1782/20140130078)
  9. Silva KP, Rocha LA, Leslie AT, Guinsburg R, Silva CM, Nardozza LM, Moron AF, Araujo Júnior E. Newborns with congenital heart diseases: epidemiological data from a single reference center in Brazil. J Prenat Med. 2014;8(1-2):11-6. (doi  PMC4186997)
  10. Heiderich TM, Leslie AT, Guinsburg R. Neonatal procedural pain can be assessed by computer software that has good sensitivity and specificity to detect facial movements. Acta Paediatr. 2014 Nov 11. doi: 10.1111/apa.12861. [Epub ahead of print]

 

Teses Defendidas

  1. Custo-Efetividade do corticoide antenatal para recém-nascidos com idade gestacional entre 26 e 32 semanas.

Nível: Doutorado, defendida em 11 de novembro de 2014.

Orientado: Joice Fabíola Meneguel Ogata.

Instituição: Escola Paulista de Medicina/Unifesp

Curso: Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria

  1. Diferenças na expressão de dor entre recém-nascidos do sexo feminino e masculino diante de estímulo nociceptivo agudo.

Nível: Doutorado, defendida em 16 de dezembro de 2014.

Orientado: Maria Carmenza Cuenca Arias

Instituição: Escola Paulista de Medicina/Unifesp

Curso: Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria

  1. Função Pulmonar em crianças de seis meses a um ano de idade corrigida nascidas prematuras de muito baixo peso.

Nível: Mestrado, defendida em 12 de maio de 2014.

Orientado: Daniela de Melo Miranda Gonçalves.

Instituição: Escola Paulista de Medicina/Unifesp

Curso: Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria

 

Trabalhos Apresentados em Congressos

  1. Daripa M, Sancho GA, Pavanelli M, Rossi C, Balda RCX, Perazolo CB, Miyoshi MH, Guinsburg R, de Almeida MFB. Procedimentos de reanimação em sala de parto em hospital universitário: série temporal 2003-2013. Poster comentado no 5º Simpósio Internacional de Reanimação, realizado de 27 a 29 de março de 2014 pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Gramado, RS. Brasil.
  2. Zamith MM, Figueira SO, Oliveira AC, Metolina C, Nunes C, Abraao AAO, Castro JS, Moisés VA, Guinsburg R. Evaluation of Functional Training Echocardiography in Neonatal Intensive Care Unit (NICU). Poster presentation in the Pediatric Academic Societies’ 2014 Annual Meeting, realizado em 3 a 6 de maio de 2014, em Vancouver, BC, Canadá. Poster número 3844.647. Disponível em http://www.pas-meeting.org/abstracts/default.asp

 

  1. Takaoka LAM, Tabacniks MH, Nemitala A, Trindade GF, Mori M, Kopelman BI. Análise PIXE e XRF de dentes decíduos de crianças nascidas a termo e pré-termo. Poster apresentado no XVII Congresso Latino-Americano ALOP e VI Congresso Paulista APO, realizados de 21 a 23 de agosto de 2014 em São Paulo, SP.
  2. Gianesella M, Vieira SMPAC, Nodomi P, Goulart AL, Kopelman BI, Takaoka LAMV. Hipomineralização molar-incisivo em paciente prematuro: relato de caso clínico. Poster apresentado no XVII Congresso Latino-Americano ALOP e VI Congresso Paulista APO, realizados de 21 a 23 de agosto de 2014 em São Paulo, SP.
  3. Silva GHC, Isotani SM, Perissinoto J. Atividade Lúdica e suas relações com a linguagem em pré-escolares nascidos prematuros. Poster apresentado no XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e I Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia em Educação, realizados de 8 a 11 de outubro de 2014 em Joinville, SC.
  4. Castro JS, Dauria EPM, Balda RCX, Barros MCM, Almeida MFB, Guinsburg R. Fatores associados à displasia broncopulmonar em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso ao nascer. Poster comentado no 22º Congresso Brasileiro de Perinatologia e IX Simpósio Internacional de Medicina Fetal, realizados no período de 19-22 de novembro de 2014, em Brasília, DF, Brasil.
  5. Petri VG, Testoni D, Asato MT, Balda RCX, Nascimento SD, Barros MCM, Cernach MCSP, Guinsburg R. Recém-nascidos com anomalias congênitas do trato gastrintestinal em hospital universitário terciário: evolução hospitalar nos últimos 10 anos. Poster c<