Grupo de Apoio ao Prematuro

A prematuridade é um problema mundial e crescente de saúde pública. São 15 milhões de bebês nascidos prematuros por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. Entre os países responsáveis por 60% dos casos, o Brasil ocupa o 10º lugar. Segundo o Ministério da Saúde, a prematuridade no Brasil é a principal causa de morte no primeiro mês de vida e a segunda, para as crianças de até 5 anos de idade.

A ocorrência de partos prematuros aumentou em todas as classes sociais, mas em populações economicamente carentes o risco é ainda maior. São vários os fatores maternos associados ao aumento da taxa de prematuridade: baixo nível socioeconômico, assistência pré-natal ausente ou inadequada, nutrição deficiente, trabalho extenuante, fumo, algumas doenças como diabetes, hipertensão, anemia e infecções, entre outras causas.

Por outro lado, os avanços tecnológicos têm propiciado a maior sobrevida de prematuros, inclusive de crianças com idades gestacionais muito baixas (24 semanas ou 5,5 meses). Nas últimas duas décadas, o progresso nas intervenções perinatais como esteróides antenatais, técnicas ventilatórias, surfactante e melhora da nutrição, resultou num aumento dramático da sobrevida de recém-nascidos de muito baixo peso (menor que 1500 g). Em países desenvolvidos, a sobrevida de prematuros com peso ao nascer inferior a 1500 g encontra-se acima de 90%.

Apesar dos grandes avanços no cuidado ao prematuro, recém-nascidos de muito baixo peso continuam apresentando risco aumentado de algumas sequelas incluindo paralisia cerebral, retardo mental, problemas escolares, deficiência de crescimento e distúrbios visuais, auditivos e respiratórios. No entanto, com o aprimoramento dos tratamentos, as perspectivas de melhora do crescimento e desenvolvimento são cada vez maiores. Também é cada vez mais evidente a importância da interação entre os fatores familiares e ambientais com os fatores biológicos da prematuridade no prognóstico dessas crianças. A estrutura familiar e seu nível socioeconômico e educacional são fatores que influenciam profundamente o desenvolvimento do prematuro.

Dessa forma, o uso de tecnologia avançada no tratamento hospitalar, o atendimento por profissionais especializados e o apoio social às famílias, melhoram a sobrevida dos prematuros e permitem o reconhecimento rápido de qualquer alteração, propiciando tratamento precoce e a obtenção de melhores resultados, evitando ou minimizando complicações que podem acompanhar a criança ao longo de toda vida.

Diante desse cenário, a formação de médicos e de outros profissionais que atuem na área neonatal é primordial para a melhoria da qualidade da saúde no Brasil, ressaltando-se que existe uma carência enorme desses profissionais especializados no país todo.

A Disciplina de Pediatria Neonatal da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina desempenha atividades nas áreas de graduação, residência médica, pós-graduação e extensão, contribuindo de forma expressiva para a formação de médicos pediatras e neonatologistas, bem como de médicos de outras especialidades e de outros profissionais nas áreas de pediatria e neonatologia, entre eles enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, odontologistas, nutricionistas e assistentes sociais. Para desempenhar suas funções, a Disciplina de Pediatria Neonatal atua no Hospital São Paulo, Hospital Municipal Vereador José Storopolli, Hospital Estadual de Diadema, Hospital Geral de Pirajussara, Ambulatório de Prematuros e Ambulatório de Icterícia.

Os profissionais da Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp/EPM procuram manter elevada qualidade técnico-científica em todas as atividades que desenvolvem, buscando atingir um nível de qualidade internacional nas áreas de assistência, ensino e pesquisa. No entanto, frente às dificuldades econômicas dos serviços públicos de saúde e o alto custo da tecnologia, frequentemente existem dificuldades para aquisição de novos equipamentos e materiais, manutenção das áreas de atendimento, contratação de pessoal.

Viver e Sorrir - Grupo de Apoio ao Prematuro é uma entidade sem fins lucrativos, constituída por pessoas da sociedade que se uniram para ajudar a Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp/EPM a cumprir sua missão: colaborar para que as crianças prematuras tenham melhores condições de saúde e qualidade de vida. Para atingir esse objetivo suas ações primordiais são o apoio social às famílias e promoção de melhorias nas unidades assistenciais.

Você pode conhecer melhor nosso trabalho e descobrir como participar visitando essa página. A parceria comunidade/empresa/universidade é fundamental para que esse trabalho possa crescer e disseminar.

Contamos com vocês.