A prematuridade é um problema mundial de saúde. Em países desenvolvidos sua incidência tem aumentado nas duas últimas décadas, em decorrência do aumento substancial de gestações múltiplas. Essa tendência é, em grande parte, resultado do progresso nas técnicas de reprodução assistida.
Em populações economicamente carentes o risco é ainda maior porque são vários os fatores maternos associados ao aumento da taxa de prematuridade: baixo nível socioeconômico, assistência pré-natal ausente ou inadequada, nutrição deficiente, trabalho extenuante, fumo, algumas doenças como diabetes, hipertensão, anemia e infecções, entre outras causas.
Por outro lado, os avanços tecnológicos têm propiciado a maior sobrevida de prematuros, inclusive de crianças com idades gestacionais muito baixas (25 semanas ou 5,5 meses). Nas últimas duas décadas, o progresso nas intervenções perinatais como esteróides antenatais, técnicas ventilatórias, surfactante e melhora da nutrição, resultou num aumento dramático da sobrevida de recém-nascidos de muito baixo peso (menor que 1500 g). Em países desenvolvidos, a sobrevida de prematuros com peso ao nascer inferior a 1500 g encontra-se acima de 90%.
Apesar dos grandes avanços no cuidado ao prematuro, os recém-nascidos de muito baixo peso continuam apresentando um risco aumentado de várias morbidades incluindo paralisia cerebral, retardo mental, problemas escolares, deficiência de crescimento e distúrbios visuais, auditivos e respiratórios. No entanto, no mundo todo várias pesquisas são realizadas continuamente e apontam novas terapêuticas e melhores perspectivas na evolução dos prematuros. Também é cada vez mais evidente a importância da interação entre os fatores familiares e ambientais com os fatores biológicos da prematuridade no prognóstico dessas crianças. A estrutura familiar e seu nível socioeconômico e educacional são fatores que influenciam profundamente o desenvolvimento do prematuro.
Dessa forma, a implementação de diversas medidas pode melhorar a sobrevida e a evolução de crianças nascidas prematuras:
Uso de tecnologia avançada no tratamento hospitalar - reduz a mortalidade e diminui a morbidade determinante de seqüelas futuras.
Acompanhamento ambulatorial especializado - permite o diagnóstico e tratamento precoce das possíveis seqüelas da prematuridade, minimizando suas repercussões.
Apoio às famílias - facilitando o acesso aos serviços de saúde; fornecendo informações sobre higiene, saúde e direitos sociais; propiciando meios para melhoria das condições de moradia, saúde e educação.
A Disciplina de Pediatria Neonatal da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina presta assistência em âmbito hospitalar em média a 1000 recém-nascidos por mês em quatro hospitais públicos da cidade de São Paulo. Além disso, conta com um ambulatório especializado para o acompanhamento de prematuros e um banco de leite humano que atende os vários hospitais.
Uma parcela significante das crianças atendidas pertence a famílias carentes, o que pode agravar suas condições de saúde. A Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp/EPM é um centro de excelência em pesquisa e também de formação de profissionais das diversas áreas da saúde, de vários locais do país, que atuam junto aos prematuros e recém-nascidos doentes. Os profissionais da Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp/EPM procuram manter uma elevada qualidade técnico-científica em todas as atividades que desenvolvem, buscando atingir um nível de qualidade internacional nas áreas de assistência, ensino e pesquisa.
No entanto, frente às dificuldades econômicas dos serviços públicos de saúde e o alto custo da tecnologia, freqüentemente existem dificuldades para aquisição de novos equipamentos e materiais, manutenção das áreas de atendimento, contratação de pessoal.
O Viver e Sorrir - Grupo de Apoio ao Prematuro é uma entidade sem fins lucrativos, constituída por pessoas da sociedade que se uniram para ajudar a Disciplina de Pediatria Neonatal da Unifesp/EPM a cumprir sua missão: colaborar para que as crianças prematuras tenham melhores condições de vida.
As atividades do Viver e Sorrir - Grupo de Apoio ao Prematuro foram iniciadas oficialmente no dia 25/08/2004. Você pode conhecer melhor nosso trabalho e descobrir como participar visitando essa página. A parceria comunidade/empresa/universidade é fundamental para que esse trabalho possa crescer e disseminar.
Contamos com vocês.
Conselho Fiscal
Titulares
Durval Rosa Borges
João Luís Hamburger
Elisabeth Alonso Carvalheira
Suplentes
Elza Iorio Alonso
Marina Mellone Faloppa
Jean Pierre Herman de Moraes Barros